Estamos caminhando para um governo Global
Agenor Candido
Os Estados Unidos perderam, à época da Segunda Guerra Mundial, a oportunidade de liderar a implantação do governo global. Hoje, o cenário é mais complexo: bestas humanas encontram-se armadas com ogivas nucleares, e persuadi-las — sem ferir vaidades toscas e interesses mesquinhos — tornou-se uma missão digna de um semideus, figura que ainda não surgiu.
O tema é complexo, porém legítimo e validado por pessoas sensatas. Já os idiotas — e são muitos — recorrem ao nacionalismo raso, enquanto nada fazem, de fato, para desenvolver suas próprias nações.
Seria necessário, antes de tudo, extinguir a ONU: uma instituição submissa, onde os tolos se regalam, debatem infinitamente e nada aprovam sem a chancela das potências nucleares. Trata-se de um eterno enxugar gelo, até que alguém, pela segunda vez na história, dispare uma arma de destruição em massa.
A ideia de um governo central, a meu ver, é válida, atual e possui futuro. O primeiro passo seria dispor de força bélica suficiente para unir e defender parceiros alinhados com objetivos comuns, em uma coalizão global. Vai doer, haverá sangue, mas o bom senso humano e racional tende a prevalecer.
O planeta Terra, juntamente com os seres humanos, passará por um último filtro — ainda que de forma irracional. E aquele que vencer essa batalha não perderá novamente a oportunidade de concretizar essa necessidade global. – Agenor Candido