AGENOR CANDIDO

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Defendendo o indefensável

É estarrecedor assistir ao presidente do STF insistir em encobrir o que já não se sustenta. Tentar tapar o sol com uma peneira rasgada não é apenas inútil — é um insulto à inteligência pública. A conduta de ministros, cada vez mais questionada, escancara um cenário que já ultrapassou o limite do aceitável.

O escândalo do Banco Master, com origem em Lagoinha, não é um episódio isolado, mas um sintoma de algo mais profundo: a decomposição de estruturas que deveriam sustentar a credibilidade da República. O que vem à tona não são apenas irregularidades, mas as entranhas de um sistema corroído, que alcança múltiplas esferas de poder.

A tentativa de minimizar ou justificar a injustificável beira o grotesco. Quando o evidente precisa ser negado com tanta insistência, já não se trata de defesa — trata-se de cumplicidade. A metáfora do “batom na cueca” deixa de ser apenas figura de linguagem e passa a representar o esforço desesperado de esconder o indiscutível.

O resultado é devastador: erosão da confiança pública, descrédito institucional e a sensação crescente de que a verdade se tornou inconveniente para aqueles que deveriam protegê-la.

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