A incompetência repousa na Receita Federal

A incompetência repousa na Receita Federal

Em 2020 nunca tinha ouvido falar de Paulo Guedes, mas a campanha para a presidência chegou, e junto, os  incultos, e personagens bizarras. O presidente eleito, para toda pergunta desconfortável, logo redirecionava está, para Paulo Guedes, vulgo “posto Ypiranga”. 

O eleitor eterno iludido das soluções fáceis, pensava, bom este Paulo Guedes será certamente, uma peça fundamental, nas enormes soluções de problemas que persistem na República. Como antivoto, votamos contra a corrupção plena, instalada no governo do PT, que coletivamente julgamos culpado. A vida que segue agora, é com um “Messias” eleito, nos parecia colírio para os olhos desatentos.

Pulamos assim, agora, já em vista grossa, diversas ações não correspondidas frente as expectativas do modo operante do governante federal. Ministros trocados fartamente, equívocos em quantidade avassaladora, até que um caminhão, com placa de “COVID 19”, atropelou o governo (chegara a 1.000.000 de mortes até o ano que vem), estas vítimas não irão se calar e vão cobrar através de seus familiares novamente o antivoto. Mas ainda assim, com algum esforço, sem um gladiador a altura, corre-se o risco da desconsideração da falta de gestão, desta crise, que atingiu a todos nós “Covid 19”.

Mas, todos estes fatos sucumbem em um erro clássico, “A LOJINHA”, denominada de Receita Federal. Contávamos que um ministro tão culto, tão bem informado, tivesse percebido, que a Nação depende única e exclusivamente, da Receita Federal – todo o resto não soma nada. Os ladrões de colarinho ali parqueiam, só se consegue prender através desta. O aumento da arrecadação somente poderá ocorrer, si, pelo menos, alguém cobrar o devido ao fisco (não adianta ficar aumentando impostos, criando e recriando falsas soluções, isto é enxugar gelo). O ministro Paulo Guedes, mal assessorado não percebeu ainda a LOJINHA que é sangrada dia e noite 24/7 – é na Receita Federal o início, o meio e o fim de todos os problemas:

Primeiro, começamos com a incompetência herdada de Portugal “a burrocracia”, ali, ainda é praticada pelo carimbão.

Segundo, temos a declaração do imposto de renda (ou seja como o governo não sabe nada – o contribuinte tem que dizer, ao estado, desorganizado, quanto deve…..), e o pior, o governo acredita.

Terceiro, O material humano, ou melhor, os funcionários públicos que estudaram apenas para passar no concurso público federal, tomaram posse, e  se encastelaram no Ministério da Fazenda (a aguardar o tempo a passar), e de lá só sairão quando se aposentarem – o fato é tão grave, que parece filme de ficção, pois funcionários encontraram um paletó em uma cadeira, de um ex-funcionário, que em visita lá, depois de 10 anos de aposentado, foi buscar o seu melhor instrumento de trabalho, e pasmem, lá ainda estava o maldito paletó. A arrogância, a preguiça, a soberba, a vaidade, a prevaricação, o conluio, ali são praticadas por funcionários com raríssimas exceções, como protocolos petrificados.

É sentimento de todos, que conhecem a receita federal, que este órgão, merecia uma faxina, à risca, mas, o Ministro dedicado e atento a enxugar gelo, esqueceu a lojinha do Brasil “Receita Federal”, e sendo assim, abriu mão da única receita legitima da Federação.

O inocente e manipulado, Ministro Paulo Guedes, foi maquiavelicamente induzido (quero ainda acreditar, ao erro clássico de ignorar o que lá acontece), ou simplesmente capitulou. 

Agenor Candido – 05/09/21